A rotulagem de alimentos é essencial para garantir segurança de crianças com alergias e intolerancias.
Para famílias que convivem com alergias alimentares ou intolerâncias, como a alergia à proteína do leite de vaca (APLV) ou a intolerância à lactose, a ida ao supermercado pode ser um verdadeiro desafio. Entre tantos produtos nas prateleiras, como saber quais são realmente seguros?
A resposta está na rotulagem dos alimentos. Aprender a interpretar corretamente essas informações é fundamental para proteger a saúde da criança.
Por que prestar atenção nos rótulos?
Muitos ingredientes que contêm leite, soja, glúten ou ovos podem estar “escondidos” sob nomes técnicos, o que pode confundir quem não está acostumado. Além disso, até produtos aparentemente inofensivos — como biscoitos, molhos prontos ou embutidos — podem conter traços de proteína do leite ou outros alérgenos.
As diretrizes da ESPGHAN reforçam que, em dietas de exclusão, a atenção deve ser redobrada, já que até pequenas quantidades de alérgeno podem causar sintomas importantes em crianças sensíveis.
O que a lei brasileira exige sobre rotulagem de alimentos?
De acordo com a Anvisa, os fabricantes são obrigados a informar de forma clara:
Lista completa de ingredientes;
Declaração de alergênicos após a lista, em destaque, com frases como:
“CONTÉM LEITE”
“CONTÉM GLÚTEN”
“NÃO CONTÉM LACTOSE”.
Essas informações ajudam os pais a identificar rapidamente se o produto é seguro.
Termos que indicam presença de leite
Em casos de APLV, não basta procurar apenas a palavra “leite”. Outros nomes também representam risco, como:
Caseína / caseinato
Soro de leite
Lactoglobulina
Lactalbumina
Leite em pó, manteiga, creme de leite
O que significa “pode conter”?
A frase “pode conter traços de leite” ou outros alérgenos indica risco de contaminação cruzada durante a produção. Isso significa que, mesmo sem o ingrediente na receita, o alimento pode não ser seguro. Para muitas crianças com alergia, esses traços já são suficientes para desencadear uma reação.
Dicas práticas para os pais
Leia sempre os rótulos, mesmo de produtos que a família já consome. As fórmulas podem mudar.
Ensine cuidadores e escolas a identificar os ingredientes de risco.
Prefira alimentos in natura ou minimamente processados, que têm lista de ingredientes mais curta.
Em caso de dúvida, entre em contato com o SAC da empresa.
O papel do nutrólogo pediátrico
Mais do que retirar alimentos, é preciso garantir que a criança receba todos os nutrientes necessários para crescer com saúde. O nutrólogo pediátrico orienta a leitura de rótulos, sugere substituições adequadas e acompanha o crescimento, evitando deficiências nutricionais comuns em dietas restritivas.
A rotulagem de alimentos é uma ferramenta de proteção diária. Saber interpretar corretamente os rótulos ajuda a evitar riscos, traz segurança para os pais e garante que a criança com alergias ou intolerâncias tenha uma alimentação saudável e tranquila.
