A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, especialmente nos primeiros anos de vida.
Mas é importante entender como ela se manifesta e por que merece atenção especial?
O que é APLV?
Na APLV, o sistema imunológico reage às proteínas presentes no leite de vaca (como caseína e beta-lactoglobulina) como se fossem uma ameaça.
Essa reação exagerada pode gerar sintomas que variam de leves a intensos, como:
- Diarreia, cólicas e sangue nas fezes
- Refluxo frequente
- Irritações de pele, como eczema
- Chiado no peito e dificuldade para respirar (em casos mais graves)
Qual o impacto da APLV na infância?
O leite e seus derivados são ricos em proteínas, cálcio, vitamina D e outros nutrientes fundamentais para o crescimento.
Quando a criança precisa excluir esses alimentos, há risco de deficiências nutricionais se não houver substituições adequadas. As diretrizes da ESPGHAN reforçam a importância de garantir energia, proteínas, vitaminas e minerais em quantidade suficiente para apoiar crescimento e desenvolvimento, mesmo em dietas de exclusão.
Como tratar a APLV?
O único tratamento é retirar totalmente o leite de vaca e seus derivados da dieta.
Mas atenção: não basta apenas “cortar o leite”. É necessário cuidado para que a criança continue recebendo todos os nutrientes que precisa em outras formas.
O papel do nutrólogo pediátrico
O acompanhamento com um nutrólogo pediátrico é essencial porque ele vai:
- Confirmar o diagnóstico de forma segura.
- Orientar substituições nutricionais adequadas (como fórmulas especiais quando necessário).
- Monitorar o crescimento e a saúde da criança a longo prazo.
Além disso, um diagnóstico correto evita restrições alimentares desnecessárias e orienta a família sobre os cuidados adequados com a dieta e a introdução alimentar. Por isso, o acompanhamento com profissionais de saúde é essencial diante de qualquer suspeita.
Assim, os pais podem ficar tranquilos sabendo que a exclusão do leite não vai comprometer a saúde da criança.
